Este Blog reuni informações sobre Segurança no Trabalho, Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Eletricidade Solar na Amazônia.
Equador leva eletricidade solar a comunidades indígenas da Amazônia.
Yantsa ii Etsari (“luz do nosso sol”, no idioma do povo Shuar) é um projeto do Ministério de Eletricidade e Energia Renovável do Equador para levar eletricidade às etnias indígenas Shuar e Achuar, que vivem em regiões da Amazônia Equatoriana, na província de Morona Santiago.
Devido à localização das tribos, o fornecimento de eletricidade convencional não é viável do ponto de vista ambiental: expandir a rede elétrica até as comunidades exigiria a derrubada de centenas de hectares de floresta protegida. Por isso, o programa optou pela instalação de painéis solares.
Recentemente, o projeto Yantsa ii Etsari entrou em sua fase final, abastecendo 2.500 moradores de 114 comunidades. Os sistemas foram entregues em 2011 por via aérea, com helicópteros das Forças Armadas, e por via fluvial, o que revela o nível de isolamento dos povoados.
Segundo a concessionária elétrica da região, a Centrosur, o programa custou mais de sete milhões de dólares e foi financiado pelo Fundo de Eletrificação Rural e Urbana do Ministério.
Antes da instalação, o ministério conduziu uma análise sociocultural e formou comitês com moradores para ensiná-los a conservar os painéis. Já a empresa se encarrega de realizar a manutenção permanente dos equipamentos.
Extremistas ambientais talvez questionem a necessidade de comunidades indígenas adotarem um estilo de vida moderno, abandonando seus ritmos naturais com a chegada da eletricidade. No entanto, segundo a BBC Mundo, foram as próprias comunidades indígenas que solicitaram o acesso à eletricidade, por meio da Federação Interprovincial de Centros Shuar. Com a luz elétrica, as crianças têm mais horas disponíveis para estudar e as mulheres podem realizar suas tarefas com mais comodidade.
Trata-se de uma boa alternativa de redução de impacto, proporcionando conforto para os povos locais sem descuidar da floresta à sua volta.
Fonte: TreeHugger Brasil
domingo, 18 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Professores serão capacitados na conservação do Cerrado
Brasília (DF) – Cem professores e educadores de Pirenópolis (GO) serão capacitados até o fim do ano em conservação da biodiversidade do Cerrado, atingindo 26 escolas públicas e outros espaços daquele pólo turístico e cultural distante 140 quilômetros de Brasília.
A capacitação é mais um passo do projeto Biodiversidade nas Costas – Cerrado, iniciativa do Programa de Educação para Sociedades Sustentáveis (PESS) do WWF-Brasil, por meio de uma parceria com a empresa de auditoria financeira KPMG e com o Ecocentro IPEC. As cartilhas podem ser baixadas nos links abaixo.
“O grande desafio foi produzir um conjunto de ferramentas que levasse para o ambiente escolar o conhecimento e a preocupação com a conservação da natureza, fazendo com que alunos e professores se sintam parte da biodiversidade e ajudem ativamente na sua conservação e recuperação”, explicou Bruno Reis, analista do PESS.
Cartilhas pra Download.
Adolescente pra frente
Investigação e proposição
A rosa dos ventos
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Desmatamento e trabalho escravo
Terra Legal, programa do governo federal feito para regularizar terras na Amazônia, abriga fazendeiro que usa trabalho escravo para desmatar
Há dois meses, chegava à Justiça Federal de Santarém, no Pará, um pedido de prisão de Eleandro Perin. A carta vinha do Ministério Público Federal. Dias antes, durante a operação Labareda na região, o Ibama havia responsabilizado o fazendeiro por dois crimes: desmatamento ilegal e uso de trabalho análogo ao escravo. As acusações, porém, não eram as únicas em seu histórico: antes disso, ela já havia sido autuado duas vezes pelo Ibama – também por exploração ilegal de floresta – e teve sua propriedade embargada.
Apesar disso, em 2009, Eleandro teve sua fazenda Vitória, que ocupa 1.122 hectares em Altamira (PA) e que, portanto, não faz dele um pequeno agricultor, regularizada pelo programa Terra Legal. O programa estabelece que o limite das áreas para titulação seja de até 15 módulos fiscais. Eleandro possui uma de 14,95 módulos.
Capitaneado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Terra Legal veio ao mundo após a aprovação, em 2009, da Medida Provisória 458, que ficou conhecida como MP da Grilagem. O objetivo anunciado era o de regularizar antigas ocupações legítimas na Amazônia, dando prioridade a pequenos produtores e a comunidades locais. Mas, como já havia sido previsto por movimentos sociais e ONGs, o programa está também beneficiando criminosos ambientais.
“Estão usando a justa causa dos pequenos agricultores e da agricultura familiar para beneficiar aqueles que desmatam a floresta apostando na impunidade.”, diz Marcio Astrini, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace.
“Não vieram para legalizar as terras dos agricultores familiares, mas dos latifundiários”, afirmou Raimundo de Lima Mesquita, coordenador Regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará. (Fetagri) sem se surpreender com o fato de o programa beneficiar quem desrespeita a lei: “Aqui, ninguém perde nada por ter desmatado”.
Denúncia
O caso de Eleandro não deve ser o único. Por isso, o Greenpeace encaminhou na quinta-feira uma denúncia ao Ministério Público Federal pedindo uma auditoria imediata sobre todos os beneficiados do Terra Legal com mais de 10 módulos rurais – cerca de 1000 hectares – na região. A falta de governança é tanta que os órgaos públicos não trocam informações sobre o caso, e o Ibama sequer sabia que Eleandro Perin era um beneficiário do programa.
“Na Amazônia, a falta de governanca e ações descoordenadas dos órgãos oficiais causam situações como a denunciada. Neste ambiente, programas como o Terra Legal e o novo Código Florestal – que concede anistia a quem desmatou – seguirão a mesma receita, de premiar quem vem, há anos, destruindo as florestas brasileiras”, diz Astrini.
Nos últimos dois meses, o desmatamento na Amazônia voltou a crescer, se comparado com o mesmo período do ano passado. Só em agosto, houve um aumento de mais de 200% nas derrubadas.
Não é à toa que, em poucos meses, mais de 600 mil brasileiros assinaram pelo projeto de lei de iniciativa popular do desmatamento zero. A sociedade está cansada de ver o governo passando a mão na cabeça de quem destrói nosso maior patrimônio ambiental.
No último mês de março, o Greenpeace e outras organizações lançaram uma aliança nacional pela lei de iniciativa popular do desmatamento zero. A exemplo da Lei da Ficha Limpa, a ideia é coletar o maior número de assinaturas possível para enviar a proposta ao Congresso.
Fonte: www.greenpeace.org/brasil/pt/
Prevenção de acidentes com as mãos
Vídeo produzido pela Petrobrás recomendando formas adequadas e medidas de proteção com as mãos que são as ferramentas mais importantes do corpo humano e por isso estão mais expostas a acidentes.
Saúde do Trabalhador
Pesquisa diz que emprego ruim prejudica a saúde do trabalhador
Uma nova pesquisa mostra que estar em um péssimo trabalho pode ser tão ruim ou pior para a saúde do que estar desempregado.
Por mais estressante que estar sem trabalho seja, o peso psicológico de ser mal pago e muito exigido afeta a saúde da mesma forma. Pior: os participantes do estudo que estavam desempregados e passaram a trabalhar para um emprego de má qualidade agravaram sua saúde mental.
Os pesquisadores analisaram os resultados de um inquérito com mais de 7.000 pessoas que vivem na Austrália. Foram sete anos de respostas, começando em 2001.
A qualidade do emprego foi graduada com base em quatro fatores: o estresse e o nível de demanda, a quantidade de funcionários que disseram ter controle sobre seu trabalho, a segurança no trabalho (ou potencial para um futuro) e se o pagamento era ou não justo.
Os participantes também responderam a um questionário de saúde mental que avaliou sintomas de depressão e ansiedade, assim como emoções positivas, incluindo sentimentos de alegria e serenidade.
Em geral, os empregados tinham melhor saúde mental do que os desempregados. Porém, depois que os pesquisadores levaram em conta fatores que poderiam influenciar os resultados, como idade, sexo, estado civil e nível de ensino, a saúde mental dos indivíduos desempregados estava igual, ou melhor, do que a saúde mental das pessoas com empregos de baixa qualidade.
Aqueles com os empregos de qualidade mais pobre também apresentaram maior queda em saúde mental ao longo do tempo do que os desempregados.
Já as pessoas empregadas em um trabalho de alta qualidade aumentaram 3 pontos na saúde mental. Os com trabalho de má qualidade diminuíram 5,6 pontos.
Essa diferença de pontos é considerada clinicamente relevante, o que significa que as mudanças na saúde mental das pessoas são observáveis.
Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que as políticas governamentais não devem focar só na redução do desemprego, mas na qualidade e nas condições dos postos de trabalho também, inclusive em benefícios, horas e flexibilidade.
Uma forma de melhorar a qualidade do trabalho seria oferecer as proteções necessárias para promover a segurança no emprego. Por exemplo, não ter um contrato de trabalho cria um sentimento de insegurança. Os empregadores poderiam reduzir a quantidade de contrato de trabalho independente e trazer de volta a noção de que, se você trabalha para uma empresa, terá um futuro nela.
Organizações também podem tentar reduzir o número de "escolhas forçadas" dos funcionários, como ir trabalhar ou cuidar de uma criança doente. Políticas de horário flexível não obrigam as pessoas a escolher entre trabalho e família.
Por último, os pesquisadores sugerem que se acabe um pouco com a ideia de emprego de meio período. Os benefícios destes trabalhos podem não ser suficientes para o sustento de uma família.
Fonte: Hyper Science
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